terça-feira, 6 de agosto de 2013

Morada



Escrito por Ariane Menezes - Madame Sombra.



Fria.

    Assim como a chuva grossa que desaba lá fora,  assim como meus pés, mãos e lábios, como o vento de desolação e abandono que percorre a espinha do meu corpo. Assim me disse os sussurros do vento noturno, -daquela noite em que, enfadonha, andei o mais rápido que pude na tentativa falha de afugentar os medos meus- que assim eu deveria ser.
    Falha.
    Inútil tem sido correr dos medos pois eles se findaram em mim, e eu assim me tornei o próprio medo. Sou morada do desassossego, sou morada de uma solidão esmagadora. É um fardo pesado segurar meu calculismo, mas as mágoas e rancores são combustíveis fortes para essa árdua defensiva. Sou morada da dúvida, e mantenho guarnecidos os sentimentos para guarnecer o pouco do resto desse coração que sobrou.
   Gélido.
    Assim se fez o porto em que estou ancorada, a casa que ninguém deseja morar, o coração apodrecido que à ninguém deseja pertencer. É como um corpo sem vida vestido para viver, e de vivo e quente que restou em mim, somente meu sangue amargo que faço escorrer... Para a morada esquecida onde antes morava alguém chamado Amor.

Convite aos Poetas e Escritores




Sejas bem-vindo ao novo Templo dos Poetas Ocultos.

Vamos sair das sombras e mostrar com glamour nossa arte sombia.
Vamos tornar real nossos sonhos e expressar nossos mais secretos desejos e sentimentos através da imaginação e de belíssimos versos.

Deixo aqui meu convite, a ti, escritor (a), poeta ou poetisa,
Para cada um de vocês que desejam ter um canto sagrado para divulgar seus contos obscuros ou seus poemas que não tem fim.

Os interessados podem entrar em contato comigo através do email: luagothica@gmail.com , enviando seu poema ou conto e seu nick ou nome.


Que a inspiração da grande noite os façam voar até este sagrado templo.

Carpe Noctem
LunA Daimon

Tempo






                                                           Escrito por LunA Daimon


Tempo

Os dias passam
Logo a noite me acolhe
Junto as estrelas posso dialogar
Diálogos internos
Loucamente severos
Gritos em histórias
Ficam a sussurrar

O que fazer?
O que ver?
Onde ir?
Onde você está?

Fico perdida pensando
Como tudo ficará
Nesse silêncio se esvaindo
Músicas a tocar

Tempo sem vida
Triste sina
Devo de ficar
Aguardando o tempo
Simplesmente passar

Para vê-lo chegar
E rapidamente
Logo vê-lo freneticamente
Me deixar
Com o velho tempo
Vendo-o passar
Neste triste ciclo sem fim.