quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A Taça e a Vela



A Taça e a Vela
Escrito por Samuel de Andrade





Uma taça de vinho à mesa
Cintila o beijo luzente da vela,
Calando o pranto soprado no ar
Pela fresta da morta janela.

A vida punge sem compasso,
Satura o recinto encantado.
Tudo é noite, tudo dorme!
Derrama-se no lençol perfumado.

Vinho tinto que queima cruel
Mata vela no prazer do romance.
A hora passa e a chama se vai
Lamentando o findar de sua chance.

É Inverno, tudo dorme!
Pela gélida janela, a lua.
Mãe da noite e da pureza,
Pálida beleza que no céu flutua.

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